O Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), lançado oficialmente durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, propõe um novo modelo de financiamento ambiental voltado à preservação das florestas tropicais. A iniciativa prevê o pagamento por resultados, recompensando financeiramente os países que conseguirem manter baixos índices de desmatamento comprovados por imagens de satélite.
A estratégia integra investimentos públicos e privados. O Brasil anunciou o primeiro aporte, de US$ 1 bilhão, durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro, em Nova York. Na sequência, Noruega, Indonésia e França confirmaram mais US$ 4,5 bilhões em contribuições, somando mais de US$ 5 bilhões até o momento. A expectativa é arrecadar US$ 25 bilhões na COP30 e atrair até US$ 125 bilhões com o envolvimento do setor privado.
Países como Colômbia, Peru, Indonésia, República Democrática do Congo e Gana estão entre os primeiros participantes do fundo. Para receber os recursos, os países devem atingir metas de preservação florestal. Cada hectare desmatado ou degradado implicará deduções nos pagamentos. O TFFF também garante que pelo menos 20% dos repasses nacionais sejam destinados às populações indígenas e comunidades tradicionais, reconhecendo seu papel na conservação ambiental.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o objetivo é mobilizar US$ 4 bilhões por ano para países com florestas tropicais, valor que supera em até quatro vezes os orçamentos ambientais de muitos desses países. O governo brasileiro avalia que o TFFF pode representar uma transformação nas políticas nacionais de conservação.
Da Redação
Com informações da Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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