Uma ideia surgida ainda na faculdade mudou o rumo da vida da empreendedora Juliana Pinto, moradora de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. Ao observar a grande quantidade de guarda-chuvas descartados, ela encontrou uma oportunidade de negócio sustentável e passou a transformar o material em peças de vestuário, como jaquetas corta-vento e acessórios, alcançando hoje um faturamento anual de aproximadamente R$ 200 mil.
O projeto teve início em 2017, durante a graduação de Juliana em design de moda. A primeira peça foi criada como um trabalho acadêmico e apresentada em uma feira local, onde a aceitação do público foi imediata. Segundo a empreendedora, em um único fim de semana todas as peças levadas ao evento foram vendidas, o que confirmou o potencial comercial da proposta.
Com investimento inicial de cerca de R$ 400, Juliana estruturou a produção e passou a vender os produtos pela internet. Desde o início, o foco esteve no reaproveitamento de materiais dentro do conceito de upcycling, que transforma resíduos em novos produtos sem perda de qualidade, reduzindo impactos ambientais.
Atualmente, a empresa funciona em parceria com a mãe da empreendedora, Mara Pereira. As duas dividem todas as etapas do processo, desde a coleta do material até a finalização das peças. Os guarda-chuvas utilizados vêm da coleta seletiva do município, que envia cerca de 200 unidades por mês para a oficina. Após a coleta, os itens passam por lavagem, desmontagem e separação dos tecidos antes de seguirem para o corte e a costura.
Para a confecção de uma jaqueta, são necessários entre dois e quatro guarda-chuvas, dependendo do estado do material e das combinações de cores e tecidos. Por se tratar de matéria-prima reaproveitada, nenhuma peça é igual à outra, característica que se tornou um dos principais diferenciais da marca.
A exclusividade dos produtos permite agregar valor às peças e contribui para a sustentabilidade financeira do negócio. O modelo de produção artesanal distancia a empresa do fast fashion e se aproxima do conceito de slow fashion, com coleções lançadas, em média, a cada dois meses. As vendas acontecem exclusivamente de forma online, com forte presença nas redes sociais.
Apesar do faturamento expressivo, a ampliação da produção ocorre de maneira cautelosa. O trabalho com guarda-chuvas exige técnicas específicas e maior delicadeza no processo de costura, o que limita a escala, mas garante a qualidade final das peças.
Para o futuro, Juliana planeja expandir a presença da marca e alcançar novos mercados, mantendo o compromisso com a sustentabilidade. A proposta, segundo a empreendedora, é mostrar que materiais descartados podem ganhar nova vida e gerar impacto positivo tanto para o meio ambiente quanto para a economia criativa.
Da redação do Jornal Panorama
Foto: Divulgação
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