• Política de Privacidade
terça-feira, janeiro 27, 2026
  • Login
Minas Informa
  • Notícias
  • Regional
  • Política
  • Policial
  • Geral
  • Contato
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Notícias
  • Regional
  • Política
  • Policial
  • Geral
  • Contato
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Minas Informa
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Home Geral

Herbicida atrazina é classificado como cancerígeno por especialistas internacionais

minasinformasite@gmail.com por minasinformasite@gmail.com
2 meses ago
em Geral, Minas Gerais, Notícias, Regional
0
Share on FacebookShare on Twitter

Usado há quase meio século nas lavouras brasileiras de milho, soja e cana de açúcar, o herbicida atrazina foi considerado cancerígeno por um grupo de 22 cientistas de 12 países reunidos pela Agência Internacional de Pesquisas sobre Câncer (IARC). De acordo com a Unicamp, a professora Cassiana Montagner, do Instituto de Química (IQ), participou da avaliação que classificou a substância como prejudicial à saúde humana e animal.

Segundo a publicação da Unicamp, os resultados foram divulgados em artigo da revista The Lancet Oncology, um dos periódicos mais prestigiados da área de oncologia, e deverão provocar mudanças nos protocolos de uso no Brasil. A IARC, braço da Organização Mundial da Saúde (OMS), avaliou os herbicidas atrazina e alaclor e o fungicida vinclozolin. A atrazina e o alaclor foram classificados como “prováveis carcinogênicos para humanos” (Grupo 2A), enquanto o vinclozolin foi considerado “possível carcinogênico para humanos” (Grupo 2B).

De acordo com a Unicamp, os especialistas reunidos na sede da IARC em Lyon, na França, discutiram em detalhes as evidências científicas disponíveis. Montagner explicou que, embora existam poucos estudos diretamente em humanos, as evidências de carcinogenicidade em animais e os mecanismos de ação das substâncias sustentam a classificação.

Segundo relatório do Ibama publicado em 2023, a atrazina é o sexto ingrediente ativo mais consumido no Brasil, com mais de 26 mil toneladas por ano. A Unicamp informou que, apesar de ser utilizada também nos Estados Unidos, a substância já é proibida no Reino Unido, na União Europeia e em alguns países da África.

Impactos ambientais e exposição

De acordo com a professora Cassiana Montagner, a atrazina é usada como agrotóxico pré-emergente para inibir o crescimento de ervas daninhas, mas acaba contaminando o meio ambiente por infiltração no solo, escoamento para rios ou dispersão na atmosfera. Segundo a Unicamp, estudos mostram que o produto pode chegar às torneiras das residências por meio de mananciais contaminados.

Montagner participou da análise da exposição ambiental, que se diferencia da ocupacional. Foram considerados estudos que identificaram a presença dos agrotóxicos em água de abastecimento público, rios, água subterrânea, ar, chuva, solo e alimentos. O grupo de trabalho contou com dez especialistas e realizou uma varredura completa de dados científicos sobre os três agrotóxicos avaliados.

Legislação brasileira

Segundo a publicação da Unicamp, a legislação brasileira admite concentrações de até 2 microgramas por litro (2 ug/L) de atrazina em águas superficiais e potáveis, conforme resoluções do Conama e portarias do Ministério da Saúde. O alaclor é permitido em até 20 ug/L, enquanto o vinclozolin não possui regulamentação no país.

Montagner destacou que muitos estudos já demonstraram efeitos adversos em organismos aquáticos em concentrações até mil vezes menores. Ela lembrou que as estações de tratamento de água não conseguem remover contaminantes como a atrazina em níveis tão baixos. Segundo a Unicamp, pesquisas recentes mostraram que a substância está presente em praticamente todas as amostras de água avaliadas nos últimos 15 anos.

A professora alertou que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e que a legislação nacional contempla menos de 15% das substâncias permitidas para uso agrícola. Para ela, a carcinogenicidade é um parâmetro crítico e não há concentração tolerável para substâncias com potencial cancerígeno.

Segundo a Unicamp, a expectativa é que as diretrizes atualizadas da Organização Mundial da Saúde promovam alterações nas legislações brasileiras e internacionais, reforçando a necessidade de revisão dinâmica para garantir a proteção ambiental e da saúde da população.

Da redação do Jornal Panorama

Com informações: Jornal da Unicamp

Imagem: Divulgação Wikimedia

Jornal Panorama Minas – Grande Circulação no Estado de Minas Gerais – Noticiando o Brasil, Minas e o Mundo – 50 anos de jornalismo ético e profissional

O post Herbicida atrazina é classificado como cancerígeno por especialistas internacionais apareceu primeiro em Jornal Panorama.

Postagem anterior

Fiocruz lidera iniciativas estratégicas para fortalecer a produção nacional em saúde

Próximo Post

EDIÇÃO 3911 – 24/11/2025 – PUBLICAÇÕES LEGAIS

minasinformasite@gmail.com

minasinformasite@gmail.com

Próximo Post

EDIÇÃO 3911 – 24/11/2025 – PUBLICAÇÕES LEGAIS

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Minas Informa

Navegar por categoria

  • Brasil
  • Geral
  • Minas Gerais
  • Notícias
  • Policial
  • Política
  • Regional
  • Sem categoria

Notícias recentes

EDIÇÃO 3975 – 27/01/2026 – CADERNO IMPRENSA OFICIAL

27/01/2026

EDIÇÃO 3975 – 27/01/2026 – PUBLICAÇÕES LEGAIS

27/01/2026

© 2025 Minas Informa - Blog e Notícias do Brasil NT.

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Notícias
  • Regional
  • Política
  • Policial
  • Geral
  • Contato

© 2025 Minas Informa - Blog e Notícias do Brasil NT.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In